sexta-feira, 15 de junho de 2012

Juliana Paes ansiosa para a estreia de "Gabriela"



A atriz Juliana Paes postou ontem no twitter uma foto do anúncio do remake de "Gabriela", demonstrando que não vê a hora da estreia da novela e comentou:


"Ahhhhhhh!!!! Olha o que acabei de ver na revista!!! Tô nervosa! É segunda hein, minha gente."

Faça a comparação entre as personagens do remake e da versão original de "Gabriela"

Sonia Braga e Juliana Paes


No site Virgula Uol é possível conferir uma matéria especial sobre a novela "Gabriela", que estreia próxima segunda, às 23h, na Globo.
É possível fazer a comparação entre as personagens das duas versões com as fotos dos atores em um álbum com 15 imagens.
Confira nesse link: Virgula Uol

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Núcleo dos coronéis será destaque em ‘Gabriela’


Antonio Fagundes como Ramiro Bastos

Com o tempero da protagonista como principal chamariz, Gabriela carrega ainda a crítica política como um dos seus traços mais marcantes. É algo que o autor Walcyr Carrasco, encarregado da nova adaptação do romance de Jorge Amado que estreia na Globo no dia 18, pretende aproveitar ao máximo e com todas as letras que a democracia permite, já que em 1975, em pleno governo Geisel, a primeira novela foi levada ao ar sob o olhar atento da ditadura militar.

“Agora, podemos falar as palavras todas sem sermos presos, chamar os retrógrados de retrógrados. Viver num mundo com liberdade de expressão certamente vai se refletir nessa nova adaptação”, sublinha o autor em entrevista ao blog. “É um livro maravilhoso para sempre. E o que mais me chama a atenção nele é justamente a discussão política e moral que o Jorge Amado propunha.”

Encabeçado por Antonio Fagundes, como Ramiro Bastos, o núcleo dos coronéis que dão as cartas na Ilhéus de 1925, época do apogeu do cacau, reúne grandes nomes. José Wilker, que na primeira versão foi o progressista Mundinho Falcão, será Jesuíno Mendonça. Chico Diaz é Melk Tavares. Genésio de Barros é Amancio Leal. Ary Fontoura é Coriolano Ribeiro. Mauro Mendonça é Manoel das Onças e Nelson Xavier, Altino Brandão.

Com os ventos do progresso soprando sem parar, os coronéis terão sua autoridade questionada ao longo da trama, um a um. Ramiro Bastos, o mais poderoso de todos, levará o golpe mais duro. Intendente da cidade, ele conquistou suas terras a bala e mantém a população local sob rédeas curtas, quando Mundinho Falcão (Mateus Solano), paulista exportador de cacau, chega para bagunçar o status quo.

O papel, que foi de Paulo Gracindo na novela original, é uma revisita de Fagundes ao universo do sul da Bahia – em Renascer (1993), de Benedito Ruy Barbosa, lembre-se, ele foi José Inocêncio que, em resumo, também era fazendeiro de cacau. “Me lembrei muito das gravações de Renascer, mas os personagens são totalmente diferentes”, sublinha.

Populista, Ramiro é a personificação do que representava – e em alguns lugares do país ainda representa – o poder das oligarquias nordestinas. Lançado em 1958, o romance dedicava atenção especial ao embate entre o coronel e o jovem exportador de cacau. Sedutor, Mundinho quer comércio livre em Ilhéus e a construção de um porto, o que o prejudica os interesses de Ramiro.

Com o progresso a galope, todos os coronéis passam por um verdadeiro martírio durante a trama. Jesuíno Mendonça, por exemplo, é desafiado pela mulher até então submissa – Sinhazinha, papel de Maitê Proença. Acaba matando-a, e sofrendo as consequências do ato. Melk Tavares é outro que leva um sacode – a filha Malvina (Vanessa Giácomo) recusa-se à resignação, e como representante da liberação feminina nos anos 20, quer estudar.

O final feliz, entretanto, quem leu o livro sabe, está reservado apenas aos casais românticos. No campo da política, a cena de Mundinho Falcão sendo tratado como um legítimo “coroné”, envolto em beija-mão logo após a morte de Ramiro Bastos, traz um gosto amargo que, mais de cinquenta anos após ser escrita por Jorge Amado, ainda soa como genial. “Hoje, não é muito diferente, por isso a obra me parece ainda tão atual”, observa Fagundes. Atualmente, são os deputados e senadores que ainda agem de acordo com seus interesses e dos poderosos.”

Fonte: Site Primeira Edição

Jorge Amado em sarau no Pará

Hoje haverá um Sarau Literário homenageando Jorge Amado às 19h no Teatro Estação Gasômetro – Parque da Residência em Belém do Pará.
O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e é uma prévia da Feira do Livro, que acontece de 21 a 30 de setembro, no Hangar. 
A entrada é franca.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Globo pede desculpas à Sonia Braga



A Rede Globo exibiu uma matéria no Fantástico do último domingo (dia 10) sobre o remake da novela "Gabriela" e cometeu uma gafe ao não citar Sonia Braga após mostrar imagens da versão original. 

Para se redimir a emissora emitiu um comunicado ontem, dia 12, com pedidos de desculpa à atriz por não a ter citado na matéria.

O comunicado oficial da Globo diz que "Foi um erro, pelo qual pedimos desculpas à Sônia Braga e aos telespectadores. A única explicação que pudemos encontrar é que a atriz, como Gabriela, é inesquecível a tal ponto que as imagens da personagem subindo o telhado na primeira versão, já parte da melhor antologia da TV Brasileira, pareceram aos editores suficientes, porque todos conhecem Sônia Braga. Foi um erro, como dissemos, sem que em sua origem, no entanto, estejam as suposições que a atriz menciona na mensagem dela nas redes sociais".

No twitter, rede social em que já havia feito protestos pelo erro cometido pela Globo, Sonia Braga respondeu: "Melhor assim. Desculpas aceitas."

Até o ator Marcelo Médici se pronunciou, também no twitter: "Não citar o nome de @bragasonia como intérprete da Gabriela na primeira versão da novela foi bem feio #Fantástico. História é história".

Desabafo de Sonia Braga no twitter

terça-feira, 12 de junho de 2012

Jorge Amado para europeus*


Roberto DaMatta, Ana Maria Machado e David Treece

LONDRES - “Vocês [europeus] é que deveriam estar discutindo Jorge Amado, não nós.” Assim concluiu o seu raciocínio um enérgico Roberto DaMatta, em evento na última sexta-feira, dia 8, da British Library, sobre o escritor que foi quase sinônimo do Brasil para o mundo, e que comemoraria 100 anos em 2012. No evento na biblioteca nacional da Inglaterra, participaram, além de DaMatta, os escritores João Ubaldo Ribeiro e Ana Maria Machado, a professora Maria Lucia Pallares-Burke, o brasilianista Kenneth Maxwell e pesquisadores de diferentes universidades inglesas. 

Para DaMatta, Jorge Amado conseguiu ver beleza na mistura cultural, bem diferente do que acontece atualmente na Europa em geral.

— Estive na França há pouco e vi como os franceses estão incomodados com a presença de negros em todos os lugares — contou ele, argumentando que a mestiçagem mascara outra questão, a intimidade. — O mestiço mostra que um negro e uma branca, ou um branco e uma negra fizeram sexo. E isso 'não é possível' — ironizou.

— Em certo momento do romance, Flor se pergunta por que ela tem que escolher entre Vadinho e Teodoro. Aqui o dilema não é 'to be or not to be', mas 'to be and to be'. Flor, então, decide não decidir — comentou para a plateia de cerca de cem pessoas, de maioria brasileira, e minoria britânica curiosa.

O tema do triângulo amoroso bem resolvido foi lembrado também pela presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado. A escritora defendeu que a nossa literatura tem dois exemplos fundamentais desse tipo único de figura geométrica, mas com climas inversos, o trágico “Dom Casmurro” e o cômico “Dona Flor e seus dois maridos”. Ana Maria também citou a má-vontade de parte da universidade com Jorge Amado. Para ela, esse comportamento se deve ao fato de um pensamento pré-formado estar se repetindo há muito tempo, sem qualquer revisão.

— Vamos começar a debater Jorge Amado depois de ler os seus livros — afirmou.

Bem humorado, o também escritor João Ubaldo Ribeiro contou causos sobre o seu compadre baiano, além de dizer como ele foi um exemplo em outros países de língua portuguesa, principalmente na África.

— Jorge era visto como um defensor da liberdade, tinha colocado protagonistas negros, era comunista, havia sido preso e até passou por um período no exílio. Era uma ótima referência para quem tentava a independência de um Portugal governado por Salazar — lembrou.

O historiador Alberto da Costa e Silva não pôde ir, mas pediu para Ana Maria ler suas anotações. Em uma palestra que resumiu a história do povo Iorubá, a maioria que foi transportada para a Bahia, ele corrigiu Pierre Verger, dizendo que a África não havia se mudado para o Brasil, mas tinha se instalado nos romances de Jorge Amado.

O evento contou ainda com o também historiador e brasilianista Kenneth Maxwell, que lembrou sua primeira visita ao Brasil e à Bahia, guiado por um livro de Jorge Amado, além de citar o epíteto “comunista tropical”, em relação ao período de maior engajamento político do escritor brasileiro; Maria Lucia Pallares-Burke traçou paralelos entre a vida e a obra de Jorge Amado e Gilberto Freyre; David Treece, do King's College de Londres, falou que a mestiçagem tratada pelo escritor brasileiro tinha duas formas de serem encaradas: uma de agregação da sociedade e outra de desmobilização política; Mark Sabine, da Universidade de Nottingham, especulou que Charles Dickens seria o mais próximo de Jorge Amado que os ingleses já produziram; Peter Wade, da Universidade de Manchester, mostrou como a mestiçagem tem problemas de inclusão e exclusão ao mesmo tempo.

Em entrevista, a curadora para a América Latina da British Library, Elizabeth Cooper, concorda, de certa forma, com a opinião de DaMatta, sobre como o escritor baiano continua ser contemporâneo: 

— Ele ensina a não ter medo do desconhecido, da ambiguidade. Em um mundo tão ligado a categorização, ele mostra que vivemos num mesmo ambiente. Ele fala tanto sobre a Bahia mas toca em dilemas universais.

Fonte: Site Jornal O Globo
*Por Ronaldo Pelli

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Record exibirá hoje o telefilme "O Menino Grapiúna"




A TV Record irá comemorar o centenário de Jorge Amado exibindo o filme "O Menino Grapiúna"  às 00h15.


O O telefilme, produzido pela Bossa Nova Filmes em parceria com a Record, é baseado no romance autobiográfico do escritor baiano. As histórias vividas por Jorge Amado quando menino, têm ainda, personagens como seu pai, coronel Amado (Laerte Mello), sua mãe, dona Eulália (Bel Teixeira) e o padre Cabral (Nando Alves Pinto). 


O fio condutor do especial se dá através do personagem do menino Amado ou menino grapiúna, termo utilizado pelos sertanejos baianos para se referir aos habitantes do litoral, que vivem momentos eternizados nos livros do próprio autor. Como interlocutor, o telefilme conta com a participação especial de Gilberto Gil, que narra trechos dos livros mais conhecidos de Jorge Amado.