quinta-feira, 14 de junho de 2012

Jorge Amado em sarau no Pará

Hoje haverá um Sarau Literário homenageando Jorge Amado às 19h no Teatro Estação Gasômetro – Parque da Residência em Belém do Pará.
O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e é uma prévia da Feira do Livro, que acontece de 21 a 30 de setembro, no Hangar. 
A entrada é franca.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Globo pede desculpas à Sonia Braga



A Rede Globo exibiu uma matéria no Fantástico do último domingo (dia 10) sobre o remake da novela "Gabriela" e cometeu uma gafe ao não citar Sonia Braga após mostrar imagens da versão original. 

Para se redimir a emissora emitiu um comunicado ontem, dia 12, com pedidos de desculpa à atriz por não a ter citado na matéria.

O comunicado oficial da Globo diz que "Foi um erro, pelo qual pedimos desculpas à Sônia Braga e aos telespectadores. A única explicação que pudemos encontrar é que a atriz, como Gabriela, é inesquecível a tal ponto que as imagens da personagem subindo o telhado na primeira versão, já parte da melhor antologia da TV Brasileira, pareceram aos editores suficientes, porque todos conhecem Sônia Braga. Foi um erro, como dissemos, sem que em sua origem, no entanto, estejam as suposições que a atriz menciona na mensagem dela nas redes sociais".

No twitter, rede social em que já havia feito protestos pelo erro cometido pela Globo, Sonia Braga respondeu: "Melhor assim. Desculpas aceitas."

Até o ator Marcelo Médici se pronunciou, também no twitter: "Não citar o nome de @bragasonia como intérprete da Gabriela na primeira versão da novela foi bem feio #Fantástico. História é história".

Desabafo de Sonia Braga no twitter

terça-feira, 12 de junho de 2012

Jorge Amado para europeus*


Roberto DaMatta, Ana Maria Machado e David Treece

LONDRES - “Vocês [europeus] é que deveriam estar discutindo Jorge Amado, não nós.” Assim concluiu o seu raciocínio um enérgico Roberto DaMatta, em evento na última sexta-feira, dia 8, da British Library, sobre o escritor que foi quase sinônimo do Brasil para o mundo, e que comemoraria 100 anos em 2012. No evento na biblioteca nacional da Inglaterra, participaram, além de DaMatta, os escritores João Ubaldo Ribeiro e Ana Maria Machado, a professora Maria Lucia Pallares-Burke, o brasilianista Kenneth Maxwell e pesquisadores de diferentes universidades inglesas. 

Para DaMatta, Jorge Amado conseguiu ver beleza na mistura cultural, bem diferente do que acontece atualmente na Europa em geral.

— Estive na França há pouco e vi como os franceses estão incomodados com a presença de negros em todos os lugares — contou ele, argumentando que a mestiçagem mascara outra questão, a intimidade. — O mestiço mostra que um negro e uma branca, ou um branco e uma negra fizeram sexo. E isso 'não é possível' — ironizou.

— Em certo momento do romance, Flor se pergunta por que ela tem que escolher entre Vadinho e Teodoro. Aqui o dilema não é 'to be or not to be', mas 'to be and to be'. Flor, então, decide não decidir — comentou para a plateia de cerca de cem pessoas, de maioria brasileira, e minoria britânica curiosa.

O tema do triângulo amoroso bem resolvido foi lembrado também pela presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado. A escritora defendeu que a nossa literatura tem dois exemplos fundamentais desse tipo único de figura geométrica, mas com climas inversos, o trágico “Dom Casmurro” e o cômico “Dona Flor e seus dois maridos”. Ana Maria também citou a má-vontade de parte da universidade com Jorge Amado. Para ela, esse comportamento se deve ao fato de um pensamento pré-formado estar se repetindo há muito tempo, sem qualquer revisão.

— Vamos começar a debater Jorge Amado depois de ler os seus livros — afirmou.

Bem humorado, o também escritor João Ubaldo Ribeiro contou causos sobre o seu compadre baiano, além de dizer como ele foi um exemplo em outros países de língua portuguesa, principalmente na África.

— Jorge era visto como um defensor da liberdade, tinha colocado protagonistas negros, era comunista, havia sido preso e até passou por um período no exílio. Era uma ótima referência para quem tentava a independência de um Portugal governado por Salazar — lembrou.

O historiador Alberto da Costa e Silva não pôde ir, mas pediu para Ana Maria ler suas anotações. Em uma palestra que resumiu a história do povo Iorubá, a maioria que foi transportada para a Bahia, ele corrigiu Pierre Verger, dizendo que a África não havia se mudado para o Brasil, mas tinha se instalado nos romances de Jorge Amado.

O evento contou ainda com o também historiador e brasilianista Kenneth Maxwell, que lembrou sua primeira visita ao Brasil e à Bahia, guiado por um livro de Jorge Amado, além de citar o epíteto “comunista tropical”, em relação ao período de maior engajamento político do escritor brasileiro; Maria Lucia Pallares-Burke traçou paralelos entre a vida e a obra de Jorge Amado e Gilberto Freyre; David Treece, do King's College de Londres, falou que a mestiçagem tratada pelo escritor brasileiro tinha duas formas de serem encaradas: uma de agregação da sociedade e outra de desmobilização política; Mark Sabine, da Universidade de Nottingham, especulou que Charles Dickens seria o mais próximo de Jorge Amado que os ingleses já produziram; Peter Wade, da Universidade de Manchester, mostrou como a mestiçagem tem problemas de inclusão e exclusão ao mesmo tempo.

Em entrevista, a curadora para a América Latina da British Library, Elizabeth Cooper, concorda, de certa forma, com a opinião de DaMatta, sobre como o escritor baiano continua ser contemporâneo: 

— Ele ensina a não ter medo do desconhecido, da ambiguidade. Em um mundo tão ligado a categorização, ele mostra que vivemos num mesmo ambiente. Ele fala tanto sobre a Bahia mas toca em dilemas universais.

Fonte: Site Jornal O Globo
*Por Ronaldo Pelli

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Record exibirá hoje o telefilme "O Menino Grapiúna"




A TV Record irá comemorar o centenário de Jorge Amado exibindo o filme "O Menino Grapiúna"  às 00h15.


O O telefilme, produzido pela Bossa Nova Filmes em parceria com a Record, é baseado no romance autobiográfico do escritor baiano. As histórias vividas por Jorge Amado quando menino, têm ainda, personagens como seu pai, coronel Amado (Laerte Mello), sua mãe, dona Eulália (Bel Teixeira) e o padre Cabral (Nando Alves Pinto). 


O fio condutor do especial se dá através do personagem do menino Amado ou menino grapiúna, termo utilizado pelos sertanejos baianos para se referir aos habitantes do litoral, que vivem momentos eternizados nos livros do próprio autor. Como interlocutor, o telefilme conta com a participação especial de Gilberto Gil, que narra trechos dos livros mais conhecidos de Jorge Amado.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Jornal: Globo perde direito de produzir remake de 'Dona Flor'



De acordo com a coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, a Globo perdeu os direitos de produzir uma nova versão da minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos.
A família de Jorge Amado cedeu os direitos do escritor para um novo filme. A iniciativa da Globo seria em comemoração ao centenário do autor, que será comemorado em 2012.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Jorge Amado é ignorado na terra natal

A cidade de Itabuna




Em Itabuna, sua terra natal, o aniversário de Jorge Amado foi lembrado apenas pela Associação Amigos da Cultura, que promoveu, na quarta à noite, o evento “Um para cem”, em Ferradas. O escritor nasceu neste distrito de Itabuna.


Os artistas locais criticaram a Ficc, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, por deixar passar a data em branco e ignorar um dos escritores mais famosos da história da cidade. A diretoria da fundação alegou falta de verbas. Mas recebe R$ 600 mil por ano.


Jorge Amado nasceu no dia 10 de agosto de 1912 na antiga Vila de Ferradas, em Itabuna, e morreu no dia 6 de agosto de 2001, em Salvador. Além do teatro e cinema, ele foi o escritor com o maior número de adaptações para a televisão brasileira.


Seus livros venderam mais de 20 milhões de exemplares e foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas. Mas em Itabuna, pelo visto, isso não tem nenhuma importância. Já a vizinha Ilhéus, onde Jorge Amado morou alguns anos, pensa diferente.


Na quarta-feira estreou o espetáculo “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, em cartaz até domingo no Teatro Municipal de Ilhéus. A apresentação foi programada para dois horários. O primeiro foi às 18 horas e o outro às 21 horas.


A peça faz parte das comemorações de aniversário do escritor itabunense que, se estivesse vivo, teria completado 99 anos na quarta-feira. Dona Flor é inspirada em um de seus romances e tem no elenco Marcelo Faria, Carol Castro e Duda Ribeiro.


A iniciativa de comemorar o aniversário de vida de Jorge Amado é da Fundação Cultural de Ilhéus e integra o projeto “99 + 1”, numa referência à abertura do centenário de nascimento do escritor grapiúna, no próximo ano.


Fonte: Jornal A Região do UOL

"Dona Flor e Seus Dois Maridos" ganhará nova versão no cinema


Mauro Mendonça, Sônia Braga e José Wilker em "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (76)

Em Gramado para apresentar "O Carteiro", seu novo trabalho como diretor, Reginaldo Faria confirmou a refilmagem de "Dona Flor e Seus Maridos" para o cinema. O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas o novo longa-metragem baseado na obra de Jorge Amado já firmou parceria com a distribuidora Downtown Filmes, que pretende levá-lo às salas em 2014.


O projeto é capitaneado pelo filho de Reginaldo, Marcelo Faria, que tem viajado pelo país com a peça homônima. No teatro, Marcelo interpreta Vadinho, o malandro marido fantasma de Dona Flor. A direção ficará a cargo de Pedro Vasconcelos, ator famoso na TV na década de 1990 e atualmente diretor do núcleo de teledramaturgia da Globo, responsável também por comandar a adaptação para os palcos.


Segundo Reginaldo, a motivação foi o sucesso da peça, que ficou em turnê por quatro anos e em todo lugar era um "estouro de bilheteria". "Por isso, Marcelo e Pedro resolveram entrar e fazer uma nova versão, assim como fazem várias vezes no cinema e televisão. Agora mesmo, por exemplo, estou fazendo 'O Astro' [na rede Globo], que foi um sucesso na época [77] e está sendo agora."


"Dona Flor e Seus Dois Maridos" foi levado pela primeira vez aos cinemas em 1976, com direção de Bruno Barreto e um elenco estelar: Sônia Braga como a professora de culinária Dona Flor, José Wilker como o fogoso ex-marido que volta dos mortos para apimentar sua vida, e Mauro Mendonça no papel do Dr. Teodoro, o farmacêutico que se casa com a viúva Dona Flor. O carisma dos atores e as faladas cenas de sexo e nudez levaram multidões ao cinema – até o ano passado, era o maior sucesso da história do cinema nacional, com 10 milhões de espectadores, mas foi ultrapassado por "Tropa de Elite 2".


Reginaldo Faria disse não incomodar com o sucesso do filme anterior e atribuiu à iniciativa ao "espírito de aventura" do filho. "Os jovens são assim. Admiro e aplaudo isso."
O diretor e produtor Roberto Farias, irmão de Reginaldo e sócio da produtora RF Farias, responsável pelo projeto, não acredita que o sucesso da primeira versão ofusque o remake. "Acho que essas histórias são míticas, eternas. A coisa quando cai no gosto do público, quando tem personagens bem construídos, humor, que mexe com aspectos mais profundos da natureza humana, não falha. Pode fazer dez."


No teatro, Carol Castro interpretava Dona Flor e Duda Ribeiro, Dr. Teodoro. Ainda não se sabe se o elenco será mantido, mas a presença de Marcelo é certa como Vadinho. O roteiro ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento, mas o projeto já busca captação de recursos.


Fonte: Site Último Segundo do IG